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terça-feira, 7 de junho de 2011

AVALIAÇÃO

Avaliação:
"É um conjunto de actividades que servem para emitir um juízo, fazer uma ponderação ou medir "algo"". Ander-Egg (recurso caderno do docente)

A avaliação não é sinónimo de "classificação" devendo cumprir outros objectivos; não é só a certificação de resultados alcançados devendo cumprir outras funções. Não é só o controlo dos intervenientes devendo atender a outras dimensões. A avaliação não deve limitar-se a padronizar os avaliados. Em Educação socioprofissional a avaliação não se realiza só no final do processo, devendo realiuzar-se em outros momentos.

No processo de avaliação, para Rivière devemos ter em conta:

  • Quem avalia
Vários agentes o podem fazer: o animador, os administradores, os responsáveis pelos diferentes órgãos, como as associações, etc. Existem vários níveis de decisão e o ponto de entrada no sistema avaliativo é a decisão subsequente e quem a toma.

  • O que avaliar
O objecto de avaliação pode ser enconrtado entre uma multiplicidade de aspectos. Está contido em diferentes níveis de decisão:

- nível do animador/Educador;

- nível dos intervenientes;

- nível do projecto;

- nível da instituição

  • Como se avalia
Sobre os meios, os processos e as técnicas de avaliação existem formas de obtenção e captação de dados, desde o questionário ao registo vídeo, passando pela entrevista, testes padronizados e fichas de observação.
  • Quando se avalia
Diz respeito à inserção de acção avaliativa no processo sociocultural. Usualmente refere-se à avaliação inicial, avaliação final, avaliação do processo, seja contínua ou pontual, como os momentos de avaliação.

  • Porquê avaliar
O porque de se avaliar encerra uma série de paradigmas relacionados com a própria avaliação, o que está em causa são as justificações filosóficas que guiam e estão subjacentes às acções avaliativas.

  • Para que se avalia
Está relacionado com as funções de avaliação, admite-se que as decisões avaliativas cumpram 4 funções:

- Diagnóstica

- Prognóstica

- Formativa

- Sumativa

ESQUEMA:

TRABALHO DE PROJECTO

Trabalho Projecto (questões de partida)

O QUE É?

Para Lempereur é um metodo de trabalho que requer a participação de cada um dos membros do grupo, segundo as suas capacidades, com o objectivo de realizar um trabalho conjunto, decidido, planificado e organizado de comum acordo.
O trabalho é orientado para a resolução de um problema e deve obdecer a certas caracteristicas:
  • ser considerado importante e real para cada um;
  • ser profissionalmente importante e permitir novas aprendizagens;
  • para ser resolvido deve ter em consideração a sociedade em que os alunos se inserem.

Segundo Milice Ribeiro dos Santos (2000), o trabalho de Projecto desenvolve-se nas seguintes fases:

1- Identificação do Problema
2- Identificação e escultura dos problemas parcelares
3- Constituição dos grupos de trabalho
4- Planificação do Trabalho
5- Trabalho de Campo
6- Dinâmica de teorização e pesquisa no terreno
7- Produção de registos e apresentação do grande grupo
8- Critica avaliativa dos trabalhos de grupo
9- Globalização
10- Avaliação do Trabalho de Projecto

PARA QUÊ?
  • para praticar competências sociais, tais como: comunicação, trabalho em equipa, gestão de conflitos, tomada de decisões, e a avaliação dos processos;
  • para aprender fazendo, para ligar a teoria à prática, para fazer interdisciplinariedade;
  • para realizar aprendizagens e desenvolver as múltiplas capacidades dos alunos;
  • para aprender a resolver problemas, partindo das situações e dos recursos existentes.

PARA QUEM?
  • acha que é possivel conseguir melhor;
  • quem gosta de se divertir a trabalhar;
  • gosta de se deixar surpreender pelos alunos;
  • quem tem prática de animação de grupos;

DE ONDE VEIO ESTA IDEIA?

Movimento da educação progressista, associado ao pensamento de John Dewey (1859-1952). Este movimento defende:
  • o experimentalismo;
  • apelo aos interesses dos alunos;
  • preocupação em ligar a educação a objectivos pragmáticos e práticos;
  • reconhecimento de diferentes individuais no ritmo de aprendizagem.

O NOME E AS PRÁTICAS:

William Kilpatrick, 1814, teorizou o conceito de projecto que procura integrar a intencionalidade da acção, o empenhamento pessoal na sua realização e a sua inserção num contexto social.

Kilpatrick diria que:
"a ideia unificadora encontra-se numa actividade intencional, feita com todo o coração e desenvolvendo-se num contexto social."
Para o professor deves ser uma opção de realização pessoal, não uma moda pedagógica, para os alunos o projecto é deles e torna-se deles. É um espaço de expressão das suas curiosidades, conhecimentos e desejos.

PROBLEMAS E PROJECTOS
Num projecto tem-se como objectivo criar qualquer coisa que tem uma função precisa. O projecto dá-nos mais liberdade que a resolução de um problema. Ao fazer de um problema um projecto tomam-se algumas decisões educativas, optando:

1. pela possibilidade de obter várias respostas
2. pela implicação dos actores
3. pela procura da intencionalidade e de um sentido das práticas pedagógicas que podem extravasar do domínio escolar

O trabalho de projecto é pois, uma metodologia investigativa centrada na resolução de problemas. Estes deverão ser pertinentes para quem gosta de resolvê-los, deverão constituir uma ocasião para novas aprendizagens e ter uma ligação à sociedade na qual os alunos vivem.
Trata-se de uma aprendizagem - acção, no qual o processo pode ser tanto menos ou mais importante do que o produto.

PORQUÊ O PROJECTO AGORA?
Do ponto de vista sociológico tem-se verificado uma tendência para transferir para a escola funções de socialização. Considera-se que a escola é um contexto de desenvolvimento humano. A metodologia de trabalho de projecto dada a sua inserção no social favorece não só as aprendizagens, mas também a cooperação, responsabilização e participação na vida social.
Trabalho de projecto e o desenvolvimento dos alunos.
  • Potencialidade em termos de desenvolvimento intelectual, afectivo e social;
  • Desencadeia um processo de dinamização e interacção se diversos dominios de actividades;
  •  Insere deliberadamente as aprendizagens escolares num contexto social, a pedagogia do projecto cria as condições para uma certa qualidade ética de conduta;
Para nós educadores, a metodologia do trabalho de projecto afirma que a educação é considerada ela própria como vida e não para a vida.

Fonte: Recurso aos dados fornecidos pelo docente

terça-feira, 12 de abril de 2011

PROJECTO

Um Projecto é um Plano de acção, mas sobretudo uma Projecção face ao Futuro, requerendo pensar o que se vai fazer antes de se por em prática, sendo importante antecipar os possíveis problemas que se podem encontrar na realização do que se projecta.
Direcciona-se para a Acção e concretiza-se através de uma visão descritiva prévia, de uma actividade nas suas diferentes fases.
O Projecto significa clarificação no que diz respeito às grandes questões da Educação e compromisso para implicar-se e encarar as dificuldades que acompanham o colocar em prática.

Implicações de um Projecto Social
  1. Uma reflexão séria e rigorosa sobre o problema social concreto que pretendemos melhorar;
  2. Tomada de consciência das múltiplas necessidades existentes, e das problemáticas, sendo que estudada a complexa realidade social, eleger um problema concreto que precise de uma possível solução;
  3. Seleccionar um problema concreto que permita uma solução viável, ainda que difícil e custoso;
  4. Elaborar um desenho procurando ser o mais completo possível, sistemático e reflexivo, ou seja científico;
  5. Aplicar o Projecto à prática com a finalidade de a transformar e melhorar;
  6. Abertura e flexibilidade na sua aplicação: ao meio e ao contexto social, gerando inovação e mudança;
  7. Originalidade e criatividade na elaboração do Projecto, respondendo às necessidades concretas;
  8. Partir sempre da prática , desde a óptica de quem vive o problema, como o vive e que possibilidade se vislumbra de solução.
Elementos para elaborar um Projecto
  1. Fase de Diagnóstico de Necessidades;
  2.  Identificação de Objectivos
  3.  Especificação de Actividades;
  4. Tempo de Execução;
  5.  Recursos disponíveis a utilizar;
  6. A operatividade comporta programar uma Acção:
FASES DO PROJECTO NUMA PERSPECTIVA OPERATIVA
  • O que se quer realizar? Natureza do Projecto
  • Porque se quer realizar? Origem e fundamento
  • Para que se quer realizar? Objectivos
  • Quando se quer realizar? Metas
  • Onde se quer realizar? Localização física
  • Como se vai realizar? Actividades e tarefas a realizar - Metodologia
  • Quem o vai realizar? Recursos Humanos
  • Com que se vai realizar? Recursos Materiais
  • Quanto vai custar? Recursos Financeiros
       7. A perspectiva operativa permite descobrir de forma clara, precisa e ordenada o caminho a seguir para resolver o problema;
     8. Podemos reflectir os elementos do Projecto nos quadros que se apresentam:

Fontes: SERRANO, Glória; "Pedagogia Social, Educação Social"; Madrid; Narcea Editores; 2003.
             SERRANO, Gloria; "Elaboração de Projectos Sociais"; Porto; Porto Editora; 2008

segunda-feira, 11 de abril de 2011

EDUCAÇÃO

Educar é um processo intencional com vista à instrução e à formação do ser humano no sentido de o desenvolver e inseri-lo na sociedade. A Educação é uma prática social complexa, devido à sua natureza e finalidade, sendo construída de acordo com as características sociais e culturais de uma determinada sociedade. Procura-se ampliar a diferentes formas e processos de acesso à cultura e ao saber, envolvendo toda a sociedade. Procura estabelecer o equilíbrio, através de formação mais racional e o cultivo da sua sensibilidade.

Educar é ser um artesão da personalidade, um poeta da inteligência, um semeador de ideias”. (Augusto Cury,pag.55 /2003).

No sentido genérico a Educação diz respeito à intencionalidade de um processo humano, através do qual se promove a instrução e a formação do ser humano, tendo como objectivo favorecer o seu desenvolvimento e inserção na sociedade. - Educar é uma prática social complexa dada a sua natureza e finalidade, projectada e  construída no âmbito da cultura e das características sociais de uma sociedade. - A sua principal função é de que a pessoa educada incorporada e integrada na vida diária, seja um sujeito consciente, livre, crítico e responsável. - Actualmente é um conceito que se pretende ampliar a diferentes formas de acesso à cultura e ao saber, implicando cada vez mais, toda a sociedade. - O conceito actual de Educação procura estabelecer o equilíbrio, entre uma forma mais racional das pessoas e o cultivo da sua sensibilidade de forma mais harmoniosa.
- O Educador Socioprofissional pode ser um artesão (moldar), criar qualquer coisa de novo. - (moldar) difícil tarefa porque as pessoas já tem o seu próprio carácter. - Temos de criar estratégias, alternativas, sonhos, criar sempre qualquer coisa de novo, transmitir de novo, transmitir ideias novas, dar pistas, abrir caminhos, tornar o sujeito consciente, livre das próprias ideias e do caminho a percorrer - vamos caminhando.

Educação Formal
Actividade educativa incorporada no sistema educativo, legalmente estabelecida pela administração pública no âmbito das suas competências. Estrutura académica organizada cronologicamente tendo como objectivo de formar novas gerações. Tem metas de instruir estas gerações dos conhecimentos, dos procedimentos, de hábitos e atitudes de acordo com a sociedade em que está inserida. Actua como sistema de integração, adaptação e reprodução social, através do processo de ensino/aprendizagem. Estrutura-se em etapas e níveis de formação progressivos e contínuos. Define claramente hierarquias de poder e papéis sociais. Emite certificados de estudo. Desenvolve-se nas instituições propriamente escolares (escolas, colégios, institutos e universidades). Não é só conhecimento das escolas tirar boas notas, mas também as suas atitudes. Ela é contínua, tem um inicio mas não tem um fim.

Educação Não Formal
São processos educativos intencionais e sistematicamente organizados. Desenvolvem-se em instituições educativas-não-escolares. Tem capacidade para se integrar com outros programas sociais apesar do sistema formal, sendo complementar. Define os objectivos que deseja atingir através do desenho de um plano de estudo. Esta é mais flexível que o sistema educativo, pois responde eficazmente às necessidades solicitadas. O acesso é voluntário e pode ser gratuito, sendo centrado no aluno e não no educador. Os resultados são mais imediatos e atingíveis. Emite certificado dos estudos realizados após satisfazer os requisitos ao longo do processo formativo desenvolvido.

Educação Informal
É um processo educativo que não apresenta intencionalidade formativa expressa. Esta educação emerge na sociedade e acompanha-nos toda a vida (no trabalho, no dia-a-dia). Acontece a partir de estímulos sociais que sem serem mesmo educativos produzem educação (hábitos alimentares, higiene, catequese) não se recebe em instituições, nasce na família, no grupo de pares contribuindo assim para desenvolver e facilitar a integração na comunidade.



ACÇÃO


Investigação-Acção

"Procedimento in loco para lidar com um problema concreto localizado numa situação imediata".
O investigador formula principios especulativos hipotéticos e gerais em relação aos problemas identificados:
  • Produzem-se hipóteses quando à acção;
  • Será recolhida informação sobre os seus efeitos;
  • Esta informação será para rever as hipoteses;
  • Para identificar uma acção mais apropriada.
Tudo isto levará a um processo contínuo de pesquisa; o valor do trabalho é julgado pelo que se tiver conseguido em termos de compreensão e alterações desejáveis na nossa forma de agir.


A investigação-Acção permite:
  • Criar um clima de revisão e transformação de determinadas questões da realidade socioeducativa;
  • Superar algumas discrepâncias existentes, entre o binómio teoria-prática, possibilitando melhorias significativas no que diz respeito à qualidade.
A investigação-Acção, é um dos meios adequados para a resolução conjunto de problemas, atendendo às necessidades e preferências de  todos os elementos integrantes do grupo. Esta metodologia ocupa-se principalmente de problemas de carácter social.


Modelo Kurt Lewin
  • Há uma ligação estreita entre a planificação, a investigação e a acção, numa dinâmica interactiva;
  • A investigação não se concebe se a acção consequente;
  • O grupo é uma entidade fundamental (não o individuo);
  • Dá-se valor à participação e, nesse sentido, a investigação-acção pode representar uma contribuição para a democracia;
  • Há um compromisso sério com a melhoria social, finalidade última da investigação-acção pode representar uma contribuição para a democracia;
  • Há um compromisso sério com a melhoria social, finalidade última da investigação-acção. Não obstante, o modelo de Lewin carrega consigo alguns elementos do positivismo dominante, Lewin parte de um modelo empírico-analítico tradicional, tentando combinar métodos clássicos de investigação com um objectivo particular de mudança social.
Em defesa da Investigação-Acção. Porquê?
  • Porque tem sido a parente pobre no campo das Ciências Sociais;
  • Dela pouco se fala;
  • É insuficientemente praticada, tendo em conta as potencialidades que abrange;
  • Raramente é divulgada fora dos círculos restritos que utilizam os seus resultados;
  • Número escasso de publicações, livros, ou artigos de revistas científicas que dela se ocupam.
Génese
Kurt Lewin lançou a ideia da " action research" em 1948.

METODOLOGIA

METODOLOGIA

A metodologia desempenha um papel essencial no desenvolvimento de qualquer Projecto Social, uma vez que quase todos os resultados finais estão condicionados pelo processo, pelo método e pelo modo como se obtiveram os resultados.

Responde à pergunta: Como se vai fazer?

A apresentação da metodologia implica a definição de tarefas, de normas e de procedimentos para a sua execução. é necessário enumerar e explicar os diferentes passos técnicos que se devem cumprir ou as várias etapas que o processo técnico deve compreender.

Bibliografia: SERRANO, Glória Perez, "Elaboração de Projectos Sociais", Porto, Porto Editora, 2008

 
METODOLOGIA - Investigação-Acção
 
A Investigação em geral caracteriza-se por utilizar, os conceitos, as teorias, a linguagem, as técnicas e os instrumentos com a finalidade de dar resposta aos problemas e interrogações que se levantam nos mais diversos âmbitos do trabalho.

Procedimento in loco para lidar com um problema concreto localizado numa situação imediata.

Segundo o modelo de Kurt Lewin, há uma ligação entre a planificação, a investigação e a acção numa dinâmica interactiva;
Mas afinal o que é a Investigação-acção? Como o nome indica, é uma metodologia que tem o duplo objectivo de acção e investigação, no sentido de obter resultados em ambas as vertentes:

- Acção – para obter mudança numa comunidade ou organização ou programa;

- Investigação – no sentido de aumentar a compreensão por parte do investigador, do cliente e da comunidade (Dick 2000).
De uma forma simplificada podemos afirmar que a Investigação-acção é uma metodologia de investigação orientada para a melhoria da prática nos diversos campos da acção (Jaume Trilla, 1998 e Elliott, 1996). Por conseguinte, o duplo objectivo básico e essencial é, por um lado obter melhores resultados naquilo que se faz e, por outro, facilitar o aperfeiçoamento das pessoas e dos grupos com que se trabalha.



Metodologia de Projecto como Estratégia de Intervenção

Para quê?
  • Praticar competências sociais (comunicação, trabalho em equipa, gestão de conflitos, tomada de decisões, avaliação de processos);
  • Aprender através do fazer: articular teoria e prática e interdisciplinariedade concreta;
  • Realizar aprendizagens e desenvolver as múltiplas capacidades das pessoas;
  • Aprender a resolver problemas de acordo com as situações e recursos disponíveis;
  • Organizar uma preparação metodológica de acordo com os diversos contextos e público alvo;
  • Realizar actividades de acordo com um fim preciso;
  • Evidenciar a acção social com o objectivo educativo concreto de melhorar e modificar a realidade pessoal, grupal ou comunitária no sentido da excelência;
  • Planificar acções e passos a percorrer de forma sistemática.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CRESCENTE VERMELHO


Crescente Vermelho

Organização humanitária não-governamental, federada com a Cruz Vermelha Internacional, o Crescente Vermelho foi utilizado nos países muçulmanos, tendo sido a sua utilização pedida pela Turquia. Oficialmente adoptado em 1929, foi contudo utilizado pela primeira vez, pelos voluntários internacionais da Cruz Vermelha, no conflito armado entre a Turquia e a Rússia dos anos 1876 a 1878. Mais de três dezenas de nações muçulmanas adoptaram este símbolo, que continua a ser em vermelho sobre fundo branco, substituindo apenas a cruz por um crescente lunar. Em 1983 já se tinha criado a Liga das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, surgindo em 1991 a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, nome que subsistiu desde então. Os princípios fundamentais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho foram incorporados nos Estatutos destes organismos em 1986, tendo sido estabelecidos em Viena no ano de 1965. Estes princípios são a imparcialidade (ajuda a pessoas de qualquer religião, raça, orientação política ou condição social), a independência do movimento (autonomia para actuar de acordo com os princípios do movimento), o serviço voluntário (não remunerado), a unidade (existência de uma só entidade central do movimento em cada país, que é acessível a todas as pessoas), a humanidade (com o objectivo principal de prevenir e aliviar o sofrimento de todas as pessoas em qualquer circunstância), a universalidade (todas as sociedades têm os mesmos direitos e o dever de se ajudar mutuamente) e a neutralidade (não toma partido político, ideológico, racial e religioso). Em 1997 fez-se em Sevilha um acordo sobre a Organização das Actividades Internacionais dos Componentes do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Desde 8 de Dezembro de 2005 o Cristal ou Diamante Vermelho (em forma de losango) juntou-se como símbolo oficial à Cruz Vermelha e Crescente Vermelho. A conferência internacional que reúne a Cruz Vermelha e Crescente Vermelho realiza-se de quatro em quatro anos. O papel extremamente relevante desempenhado por esta organização em todo o mundo fez com que em Genebra se criasse um museu a ela dedicado.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

COMUNICAÇÃO

Comunicação
A comunicação equivale à transmissão de informação, que segue um esquema básico: um emissor (fonte de informação), envia uma mensagem ou sinal (informação) a um receptor (destinatário da informação). Para que este esquema possa funcionar, é necessário que o emissor e o receptor partilhem o mesmo código e que exista um canal para transmitir a informação.
Segundo Soro (1991), podemos entender a comunicação como um processo de intercâmbio de informação que se estabelece entre duas ou mais pessoas, de maneira a que a "actividade" de uma delas produza alterações ambientais, quer modificando a actividade de outros pessoas, quer influenciando para que ocorram acontecimentos, por meio de outra pessoa. (Soro, 1991)
A comunicação ocorre quando um individuo envia uma mensagem a outro e esta é recebida e percebida.

A comunicação no Homem
É sempre um processo que decorre por etapas.É uma actividade evolutiva, pois a actividade de comunicar tem evoluído ao longo da existência de Homem. É uma actividade acumulativa porque a cada nova linguagem, cada novo médium se sobrejunta aos outros sem que haja um eclipse dos anteriores, reforçando a sua capacidade comunicativa. É também um acto deliberado pois o Homem define objectivos, conscientemente ou não, e que constituem as funções da comunicação. É ainda um processo porque os mecanismos de comunicação são dinâmicos.

ENTREVISTA

Entrevista
Uma entrevista permite uma recolha de informação de informação mais aprofundada, intensiva e qualitativa.
"É habitual reservar o termo «entrevista» para as técnicas menos directivas e designar por «questionário» as formas de inquirir em que as questões são formuladas antecipadamente. Porem, na prática, não há consenso sobre os limites de cada um destes termos" (Ghiglione, 1993)
A entrevista é uma técnica que permite o relacionamento estreito entre entrevistador e entrevistado. O termo entrevista é construído a partir de duas palavras, entre e vista, onde «vista» se refere ao acto de ver, ter preocupação de algo; «entre» indica a relação de lugar ou estado no espaço que separa duas pessoas ou coisas". (Freixo, 2009)
A definição de entrevista como uma conversa tendo em vista um objectivo apresenta a vantagem de ser suficientemente ampla para englobar uma grande variedade de entrevistas possíveis, mas, em contrapartida, é muito vaga para permitir distinguir os diferentes tipos de entrevista.
Freixo, (1993) define dois tipos de entrevista:
  • Estruturadas - as questões encontram-se formuladas previamente, ou seja, o entrevistador tem um género de guia para orientar a entrevista e abordar os temas que lhe são pertinentes.
  • Não estruturadas - o entrevistador procura ao longo da conversa dados para utilizar na análise qualitativo mas não utiliza nenhum guião. Deixa a entrevista fluir tendo um carácter mais exploratório de um tema ou problema. As entrevistas não estruturadas podem dividir-se ainda em: entrevista focalizada - o entrevistador vai colocando as perguntas que acha mais oportunas ao longo da conversação; entrevista clínica - utilizada no estudo de motivos, sentimentos e conduta dos indivíduos; e, entrevista não-dirigida - o entrevistador sugere o tema e deixa o individuo falar livremente sobre ele.
Bibliografia:
FREIXO, Manuel; "Metodologia cientifica - Fundamentos, Métodos e Técnicas", Lisboa, Instituto Piaget, 2009
GHIGLIONE, Rodolph, e MATALON, Benjamim, "O Inquérito - Teoria e Prática", Oeiras, Celta Editora, 1993

segunda-feira, 31 de maio de 2010

CONCEITOS - REFLEXÃO

REFLEXÃO



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=9u53gDuRhlM&feature=related


FRASES REFLEXÃO

Mundo do Orkut


Mundo do Orkut


Mundo do Orkut


Mundo do Orkut

Fonte: http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://www.mundodoorkut.com/img/mundo_orkut/reflexao/reflexao51.jpg&imgrefurl=http://www.mundodoorkut.com/reflexao9/&h=350&w=450&sz=50&tbnid=a-gFPgM0T9IjMM:&tbnh=99&tbnw=127&prev=/images%3Fq%3Dreflex%25C3%25A3o&hl=pt-PT&usg=__lQJ-2I1DnAlapxhcDRdtqhNOSYE=&ei=w_ADTPHBDZO94gboivHLDg&sa=X&oi=image_result&resnum=6&ct=image&ved=0CDQQ9QEwBQ


REFLEXÃO
Significa meditação comparativa e examinadora contraposta à percepção simples ou aos juízos primeiros e espontâneos sobre um objeto. No sentido ontológico, mais preciso e profundo, significa, ao mesmo tempo, uma volta do espírito à sua essência mais íntima.

Normalmente as reflexões psicológicas são efectuadas pelas pessoas que "pensam", "questionam" o que as rodeia. A reflexão psicológica é muitas vezes utilizada na Filosofia. Refletir é pensar, abordar um tema, que nos intriga, por vezes. Em sentido lato e pouco rigoroso, reflexão significa meditação comparativa e examinadora contraposta à percepção simples ou aos juízos ...
A reflexão está ligada ao nosso senso Comum, Senso crítico, isto é, a capacidade que um individuo tem de criar sua própria opinião, independente do senso comum.

CONCEITOS - LIDERANÇA

LIDERANÇA





Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=2Gbl0UprP_Y
Liderança é o processo pelo qual uma pessoa consegue influenciar outros indivíduos de uma organização, de modo a alcançar objectivos grupais previamente estabelecidos. A influência está directamente relacionada com poder e autoridade, embora estes dois conceitos não sejam sinónimos. A autoridade é um direito legítimo de dirigir ou influenciar o desempenho dos outros, enquanto o poder é designado como o controlo de estratégias. A liderança, ao contrário da ditadura, não é coerciva e gera sentimentos positivos entre o líder e os que são liderados.
Assim, qual deverá ser o perfil de um líder? Ele deve:

» assegurar a participação de todo o grupo com vista ao desenvolvimento profissional e pessoal;
» propor objectivos e tarefas de grau de dificuldade moderado, mas que sejam desafiantes para os seus colaboradores;
» assumir as responsabilidades dos resultados, mesmo quando estes não tenham atingido os objectivos;
» encarar os erros como forma de aprendizagem;
» ter sempre disponibilidade para esclarecer dúvidas;
» avaliar e opinar regularmente, à sua equipa, acerca das actividades que realizam;
» criticar alguém sempre num local e momento adequado e em privado
» ter a capacidade de possuir um sistema de incentivos motivadores para todos os elementos do grupo;

Estilos de Liderança:
Kurt Lewin definiu 3 estilos de liderança:
Autocrático - estabelece objectivos sem a participação dos restantes elementos do grupo e determina e controla todas as tarefas destes;
Democrático - todos os elementos do grupo participam na definição dos objectivos e estratégias;
Permissivo - o líder não tem qualquer preponderância e a equipa toma as decisões e o controlo das situações à sua maneira.

Bibliografia: CASCÃO, Ferreira; NEVES, Augusto, "Liderança e Animação de Equipas", 2ª Edição, Porto, Edições IPAM, 2001

CONCEITOS - GRUPO

GRUPO
Definição - é um conjunto limitado de pessoas, unidas por objectivos e caracteristicas comuns que desenvolvem múltiplas interacções entre si.Têm uma estrutura, duração no tempo, coesão e normas. As pessoas desenvolvem a sua individualidade através da troca de ideias e diálogo, mas o grupo em si pensa e age de forma diferente de qualquer um dos  elementos em termos individuais. Cria-se, assim, uma consciência colectiva diferente da soma das consciências individuais. A condição básica para que todos cooperem está na confiança desenvolvida.
Caracteristicas - estrutura de relações que levam à consciência do grupo; objectivos comuns; amplos níveis de comunicação e interacção; normas aceites por todos com acordos e implícitos que permite a coerência interna do grupo; coesão de grupo para garantir eficácia do trabalho em grupo, sendo indicativa da situação e grau de maturidade social do grupo; organismo unitário com os interesses do grupo acima dos interesses individuais; existe dinâmica interna, pois o grupo é uma realidade viva (existem conflitos, ajudas, tréguas, amizades, desuniões). As necessidades efectivas influenciam as relações entre os membros do grupo.
Segundo Sánchez (1995), para que um grupo dê os seus primeiros passos com firmeza e segurança é necessário que se estabeleçam objectivos que sejam comuns aos interesses do grupo e do individuo para aumentar a motivação dos elementos e que se estabeleçam em simultâneo comunicações afectivas entre os indivíduos para criar a possibilidade de os interactuarem sem a presença de intermediários.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CONCEITOS - APRENDIZAGEM COLABORATIVA

APRENDIZAGEM COLABORATIVA
A aprendizagem colaborativa é um recurso na área de educação que consiste em estabelecer um procedimento onde o aluno, ou usuário, em conjunto com o professor, estabeleçam buscas, compreensão e interpretação da informação de assuntos determinados. A aprendizagem colaborativa surge da necessidade de inserir metodologias interativas na educação.

A aprendizagem colaborativa coloca os membros de uma comunidade de um modo que eles possam contribuir com seus conhecimentos. O processo de ensino aprendizagem não está somente envolvendo a ligação professor/aluno, mas sim todos aqueles que fazem parte do grupo de aprendizagem.

A aprendizagem colaborativa no ambiente virtual coloca o aluno como centro do processo de ensino-aprendizagem Aprendizagem colaborativa é uma comunidade de aprendizagem via internet onde podemos ter a interação a construção do conhecimento a discussão e a reflexão. E tambem grupos de pessoas com um fim comum, que é a aprendizagem.

CONCEITOS - APRENDIZAGEM COOPERATIVA

APRENDIZAGEM COOPERATIVA
A aprendizagem cooperativa é um método de aprendizagem baseado na interdependência positiva dos membros de um grupo, onde TODOS GANHAM. A aprendizagem cooperativa pode ser definida como uma estrutura de interdependência positiva, que pode ser alcançada de diferentes maneiras, através de objectivos comuns, recompensas grupais, interdependência nos recursos proporcionados para a tarefa ou os papéis de cada membro. Pode afirmar-se, à luz das evidências disponíveis, que a aprendizagem cooperativa, adequadamente aplicada, melhora o rendimento.
É produto de uma concepção das relações sociais nas quais predomina a ajuda e a colaboração mútuas, mais do que a competição e o confronto entre as pessoas, próprios de formas tradicionais de educação. Não existe um método de aprendizagem cooperativo, existe uma crença pedagógica de base, a cooperação, e um conjunto de recursos metodológicos muito amplo e diverso para alcançá-la, para torná-la realidade em contextos escolares muito diferentes, segundo as necessidades de cada um.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

CONCEITOS - TÉCNICAS

TÉCNICAS
A técnica representa a maneira de se efectivar um propósito bem definido. Indica o modo ou a forma de agir efectivamente para alcançar uma meta. São os meios técnicos utilizados na animação sociocultural, embora se deva fazer uma distinção entre:
Meios técnicos:

  • Com o quê....................meios técnicos para a realizar.

  • Como............................meios técnicos instrumentais - técnicas sociopedagógicas.
O factor "com o quê" refere-se aos utensilios profissionais: os instrumentos e equipamentos que o animador tem à sua disposição, fazendo referência igualmente às diferentes formas de implementar as actividades de animação, a forma como estas se realizam.
Segundo Cook e Reichardt (1986:43-48), as técnicas para recolha de informação devem ser variadas, tanto pela própria complexidade da realidade objecto de análise, como pelas limitações evidentes que cada uma delas pode representar.
Bibliografia: SERRANO, Glória Perez, "Elaboração de Projectos Sociais", Porto, Porto Editora, 2008

CONCEITOS - MÉTODO

MÉTODO
Um método é um conjunto de princípios que orientam a selecção do objecto de estudo, a formação dos conceitos apropriados e as hipóteses. Todo método é um caminho para chegar a algum sítio de uma maneira certa.
Como indica Espinoza (1986:89), "o método é o caminho que se escolhe para a obtenção de um fim". Aqui fica expresso o conjunto de actividades que se devem desenvolver para levar a cabo o projecto, ou seja, as acções e os procedimentos que se devem realizar para alcançar as metas e os objectivos propostos. (Serrano, 2008)

A expressão método científico utiliza-se com diferentes significados e, frequentemente, abusa-se dela para justificar uma determinada posição pessoal ou social com relativo desconhecimento da complexidade do conceito. Como o seu próprio nome indica representa a metodologia que define e diferencia o conhecimento da ciência de outros tipos de conhecimentos.

A filosofia da ciência cria o método científico para excluir tudo o que tem natureza subjectiva e, portanto, não é susceptível de formar parte do que denomina conhecimento científico. Em última instância, aquilo que é aceite pelo sentido comum propriamente dito e, por isso, adquire carácter de geralmente aceite pela comunidade científica e pela sociedade.

Fonte:

segunda-feira, 29 de março de 2010

PIRÂMIDE DE MASLOW



Piramide de Maslow – O psicólogo Abraham Maslow desenvolveu dentro de sua Teoria da Motivação, uma hierarquia das necessidades que os homens buscam satisfazer. Estas necessidades se representam em forma da Piramide de Maslow :



A interpretação da piramide proporciona-nos o código da sua teoria: Um ser humano tende a satisfazer as suas necessidades primárias (mais baixas na pirâmide de maslow), antes de buscar as do mais alto nível.

Por exemplo, uma pessoa não procura ter satisfeitas as suas necessidades de segurança (por exemplo, evitar os perigos do ambiente) se não tem cobertas assuas necessidades fisiológicas, como comida, bebida, ar, etc.

Os degraus da piramide de maslow (extraído de wikipedia) são:

Necessidades fisiológicas

As necessidades fisiológicas são satisfeitas mediante comida, bebidas, sonho, refúgio, ar fresco, uma temperatura apropriada, etc… Se todas as necessidades humanas deixam de ser satisfeitas então as necessidades fisiológicas se transformam na prioridade mais alta. Se oferecerem a um humano soluções para duas necessidades como a necessidade de amor e o fome, é mais provável que o humano escolha primeiro a segunda necessidade, (a de fome). Como resultado, todos os outros desejos e capacidades passam a um plano secundário.

Necessidades de segurança

Quando as necessidades fisiológicas são satisfeitas então o ser humano svolta-se para as necessidades de segurança. A segurança transforma-se no objetivo de principal prioridade sobre outros. Uma sociedade tende a proporcionar esta segurança aos seus membros. Exemplos recentes dessa perda de segurança incluem a Somália e o Afeganistão. Às vezes, a necessidade de segurança ultrapassa a necessidade de satisfação fácil das necessidades fisiológicas, como passou, por exemplo, os residentes de Kosovo, que escolheram deixar uma área insegura para buscar uma área segura, contando com o risco de ter maiores dificuldades para obter comida. Em caso de perigo agudo a segurança passa a frente das necessidades fisiológicas.

Necessidades de amor, Necessidades sociais

Devemos ressaltar que não é possível fazer equivaler o sexo com o amor. Mesmo que o amor se possa expressar como parte sexualmente, a sexualidade pode em momentos ser considerada só na sua base fisiológica.

Necessidades de estima, Necessidade de Ego

Isto refere-se à valorização de um mesmo outorgado por outras pessoas.
Necessidades do ser, Necessidades de Auto-estima

É a necessidade instintiva de um ser humano de fazer o máximo que pode dar de si, as suas habilidades únicas. Maslow descreve-o desta forma: “Um músico deve fazer música, um pintor pintar, um poeta escrever, se quer estar em paz consigo mesmo. Um homem (ou mulher) deve ser o que pode chegar a ser. Enquanto as anteriores necessidades podem ser completamente satisfeitas, esta necessidade é uma força impelente contínua.

Motivação

Maslow oferece-nos vários códigos no âmbito da motivação. Se quisermos motivar às pessoas que temos a nosso ao redor devemos buscar que necessidades têm satisfeitas e tentar facilitar a consecução do degrau superior imediatamente.

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.gueb.org/motivacion/La-Piramide-de-Maslow